Os melhores exercícios de defesa pessoal

Os exercícios de defesa pessoal são algo que, embora seja desejável nunca ter que os utilizar, é sempre bom conhecer. Tanto homens como mulheres devem estar preparados para enfrentar-se a uma situação de risco, se esta ocorrer. Portanto, neste artigo indicamos-te alguns exercícios e técnicas que podes trabalhar em casa, diferenciando duas áreas mais importantes. Por um lado temos o treino necessário para ter uma boa condição física. E, em segundo lugar, vamos mostrar-te algumas técnicas de defesa, que poderás usar em momentos de perigo.

Exercícios básicos para a defesa pessoal

Trabalhar em técnicas de defesa pessoal a partir do zero, sem um treino corporal prévio, não faz qualquer sentido, dado que para as colocar em prática é preciso ter uma boa forma física geral, principalmente no que diz respeito a estes três aspetos: força, capacidade de reação e resistência.

A força é importante porque, embora nem sempre possas ser mais forte do que o oponente, terás que ter o impulso suficiente para que uma determinada técnica seja bem-sucedida (patadas, rasteiras, pisadelas, etc). Podes trabalhar cada um desses aspetos no ginásio com distintas máquinas, ou com acessórios como halteres para fortalecer os braços.

No que diz respeito à capacidade de reação, o ideal é melhorar a explosividade e a agilidade dos movimentos, aspetos que se trabalham muito nas artes marciais. Neste sentido, a prática de modalidades desportivas como o karaté ou o judo pode ser uma maneira extraordinária de melhorar as tuas habilidades de defesa pessoal. Alavancas para levar o oponente ao chão, chutos altos ou técnicas de imobilização são alguns dos truques que aprenderás. Além disso, ter uma zona inferior do corpo forte será fundamental, pelo que te recomendamos que realizes exercícios específicos para fortalecer as nádegas, os abdominais e pernas.

Já em relação à resistência aeróbica, o ideal é trabalhar a capacidade pulmonar, por uma simples razão: às vezes, a melhor maneira de sair de uma situação perigosa é correr até chegar a um lugar seguro. Para isso, umas boas sapatilhas de running e roupas respiráveis podem ser de grande ajuda.

Por último, também te favorecerá ter o corpo tonificado a nível global, pelo que deverás realizar exercícios que envolvam grandes grupos musculares. A natação é um deles, assim como o remo. Levantar-se rapidamente após uma queda, demonstrar firmeza se sentes um puxão na mala ou manter as pulsações controladas perante um esforço repentino são alguns dos benefícios que poderás lograr.

Técnicas para aplicar em situações de risco

Depois de analisar os quatro aspetos principais que deves treinar, com menção aos exercícios e desportos que te podem ser úteis, chegou a hora de indicar-te algumas técnicas específicas de defesa pessoal. Mas, recordamos, o ideal é sempre consultar um especialista, que poderá dar-te outras dicas de autocontrolo.

Eis a lista de técnicas que te recomendamos:

  • Golpe direto com a planta do pé, dirigido às articulações do joelho do atacante: são golpes muito dolorosos e trata-se de uma área relativamente vulnerável do corpo. Um ataque preciso pode causar uma lesão leve ou, pelo menos, gerar a dor suficiente no oponente para que consigas livrar-te de uma tentativa de imobilização agarrando-te o punho, por exemplo.
  • Patada nos genitais masculinos quando o ataque é frontal. Esta é outra das zonas do corpo onde a dor é imediata.
  • Pisar os dedos dos pés: uma técnica especialmente eficaz quando o agressor agarra o pescoço da vítima por trás. Atua como um elemento de distração momentâneo, que te permite executar o seguinte movimento, seja respondendo com um golpe ou executando uma fuga.
  • Derrubar o agressor pelas costas, num ataque feito por trás.
  • Uso de uma “arma” improvisada: embora este ponto exija horas de treino, vale a pena saber quais são os pequenos acessórios da vida quotidiana que podem ser muito eficazes em situações de defesa pessoal: por exemplo, canetas ou ganchos de cabelo com ponta aguçada.

E recorda que em situações perigosas cada décima de segundo conta, por isso também é útil conhecer outras zonas do corpo onde a dor é imediata ou onde se produz um choque instantâneo. Por exemplo, a canela, a área por cima do tornozelo, o nó de Adão (garganta) ou a boca do estômago.

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